Moda/ Por Dani Brito
em 16/9/2011 - 13h26 Beleza no caos
Há dez anos, pouco mais de um mês depois dos atentados terroristas de 11 de setembro, tive a oportunidade de ir pela primeira vez a Nova York, sob os protestos de familiares e dos mais próximos. Mais do que medo, eu sentia fascínio por aquela cidade, na época com uma cicatriz imensa a céu aberto.
A metrópole começava a retomar o seu ritmo normal, mas quanto mais próxima ao marco zero, mais estranha a paisagem parecia. Em contraste, os novayorquinos, a despeito do choque, se mostravam muito afáveis. Uma tarde no metrô, ao pedir uma informação, recebi um olhar carinhoso e um “obrigada por vir a New York”. De nada…
Para mim, que gosto de moda desde pequena a cidade era um parque de diversões e representava a concretização do meio imaginário sobre marcas cujas lojas eu desconhecia. Anna Sui, Comme des Garçons e…. Yssey Myake, que havia sido inaugurada na Tribeca há poucas semanas e a poucos quarteirões do World Trade Center.
Esta última loja é, sem dúvida, um dos lugares de moda mais interessantes que eu frequentei. Tem projeto do arquiteto/designer Frank Gehry, que deixa no ambiente a força de suas grandes esculturas de aço escovado que lembravam dobraduras. Mais do que um espaço para vender roupas e acessórios, trata-se de uma galeria.
Há uma década a moda surfava numa onda minimalista poética, comprimentos midi, cores sóbrias, linhas retas… Me lembro de ver peças Yssey Myake com recortes e plissês e amplas mangas que pareciam asas. Tecidos muito finos e transparência. Tudo muito sutil e delicado.
Dez anos depois, a loja continua no mesmo lugar, um repouso reconfortante para os olhos de quem busca arte na moda. Nem que seja um olhar de esgueiro por uma vitrine.
Há dez anos, pouco mais de um mês depois dos atentados terroristas de 11 de setembro, tive a oportunidade de ir pela primeira vez a Nova York, sob os protestos de familiares e dos mais próximos. Mais do que medo, eu sentia fascínio por aquela cidade, na época com uma cicatriz imensa a céu aberto.
A metrópole começava a retomar o seu ritmo normal, mas quanto mais próxima ao marco zero, mais estranha a paisagem parecia. Em contraste, os novayorquinos, a despeito do choque, se mostravam muito afáveis. Uma tarde no metrô, ao pedir uma informação, recebi um olhar carinhoso e um “obrigada por vir a New York”. De nada…
Para mim, que gosto de moda desde pequena a cidade era um parque de diversões e representava a concretização do meio imaginário sobre marcas cujas lojas eu desconhecia. Anna Sui, Comme des Garçons e…. Yssey Myake, que havia sido inaugurada na Tribeca há poucas semanas e a poucos quarteirões do World Trade Center.
Esta última loja é, sem dúvida, um dos lugares de moda mais interessantes que eu frequentei. Tem projeto do arquiteto/designer Frank Gehry, que deixa no ambiente a força de suas grandes esculturas de aço escovado que lembravam dobraduras. Mais do que um espaço para vender roupas e acessórios, trata-se de uma galeria.
Há uma década a moda surfava numa onda minimalista poética, comprimentos midi, cores sóbrias, linhas retas… Me lembro de ver peças Yssey Myake com recortes e plissês e amplas mangas que pareciam asas. Tecidos muito finos e transparência. Tudo muito sutil e delicado.
Dez anos depois, a loja continua no mesmo lugar, um repouso reconfortante para os olhos de quem busca arte na moda. Nem que seja um olhar de esgueiro por uma vitrine.







