Lifestyle Batel/ Por Lifestyle Batel
em 25/1/2012 - 10h49

São Paulo Fashion Week: cores e texturas

O interessante dessa edição São Paulo Fashion Week é o que foi além do que se viu nas passarelas em cores, texturas e formas. Para o consumidor final (e até para os fashionistas), o que fica é a própria discussão dos estilistas e dos players da indústria da moda em torno do que é Moda. Interessante verificar os contrapontos que vamos pinçar do que vimos…

A São Paulo Fashion Week é a vitrine da imensa engrenagem que é o mercado de moda nacional. Segundo pesquisa da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX), o mercado de moda no Brasil produziu no ano passado 5,6 bilhões de peças de vestuário e acessórios, gerando US$ 15,9 bilhões.

As mulheres são as grandes consumidoras de moda no país. A moda feminina responde por 41% da produção. Das 29 coleções desfiladas nesta SPFW apenas quatro são exclusivamente masculinas. Além disso, também são elas que compram para eles na maioria das vezes. Resultado: é para elas que todos dão atenção…

A São Paulo Fashion Week é também uma plataforma para pensar a moda e sua relação com a arte. Nesta 32ª edição, a exposição “Universo Criativo – Projeto Brasil 02” transformou o prédio da Bienal do Ibirapuera, que foi pintado internamente de preto. As obras estão expostas em andaimes, onde estão pendurados telões com depoimento de estilistas e convidados, roupas de desfiles, fotos, objetos pessoais dos designers, que juntos formam um mosaico de micro-universos

Transparência e silhueta minimalista foram duas das tendências do primeiro dia da São Paulo Fashion Week. As propostas dos estilistas para o outono-inverno incluem materiais politicamente corretos, tons fortes – como o azul bic e o vermelho mercúrio – e comprimentos mídi. Na imagem, looks desfilados pela Animale.

Enquanto a silhueta está mais limpa e comportada nesta temporada de moda, no make up os maquiadores podem mostrar sua criatividade, incluindo alguns excessos que podem ser encarados como licença poética de desfile. Na beleza da Animale, o maquiador Max Weber usou iluminador, lápis borrado e cílios postiços em cima e em baixo.

Cabelo e maquiagem “nada”. Se isso não significa muito para você, fique de olho neste termo, que vai pautar novamente a beleza do inverno. Somem as sombras coloridas do verão e os acabamentos brilhantes, entra uma pele bem acabada e natural. Cabelos escorridos (lisos, chapados) voltam em cortes comportados e rabos-de-cavalo baixos.

Junto com as tendências que já estavam no ar – como a transparência e o brilho – surge com força neste inverno proposto pela São Paulo Fashion Week o veludo, tecido que andava esquecido. Na releitura dos criadores, o veludo vem nas versões devorê, molhado e até no esportivo plush. Então, inspire-se e tire o veludo do closet!

 

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