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B. You/ Por Pátio Batel
em 21/1/2013 - 18h30

Entrevista com Giovanna Thereza

Entrevistamos a estilista Giovanna Marçallo Thereza, a vencedora do CROQUI. Veja os principais pontos desse bate-papo. 

Giovanna Marçallo Thereza, vencedora do CROQUI

Início e Formação

“Tenho 25 anos. Morei minha vida inteira em Curitiba. Sou formada em Design de Produtos pela Universidade Positivo e depois fiz curso técnico no Senai aqui de Curitiba em Confecção e Estilismo. Eu acabei começando uma pós em Moda. Faz dois anos que estou trabalhando e construindo minha carreira de estilista.”

Desde bem novinha eu já desenhava roupas, vestidos, brincava de desenhar com minhas primas, a gente enviava nossas produções uma para outra.

Passou o tempo e eu ia fazer Direito, mas achei que não era muito meu tipo. Fui para design de produtos, que engloba um monte de coisa, sabia que eu teria mais oportunidades se fizesse só design de moda. Comecei a trabalhos de moda já na faculdade.”

Viagem a Milão

“Para Europa foi a primeira vez que viajei. Já fui para EUA e fiz turismo em alguns países da América.  Na verdade um turismo e trabalho, pesquisa de moda e análise de comportamento.

Tudo colaborou para o meu trabalho. Foram 5 dias. Aproveitei para dar uma volta também em Roma.”

Experiência com moda

“Você absorve tudo. Só de andar em Milão já é uma experiência. As pessoas se vestem diferente, ainda mais no inverno. Lá deu pra ver que eles usam cachecol, gorro, luvas, tudo bem alinhado, com casacões. Homem lá curte mais moda do que aqui. Lá estava bombando os cachecóis da Burberry. As mulheres com pele, casacos que imitam couro, e plástico, na rua, durante o dia.”

Semana de Moda de Milão

“Eu acompanhei a Semana de Moda Masculina, a Feminina é em fevereiro. São as coleções de inverno 2013. O desfile da Ermenegildo Zegna foi no próprio escritório deles. O prédio é bem grande. Na recepção, tem um hall de entrada onde eles fazem os desfiles. Foi uma experiência engraçada. Eu cheguei, o motorista me deixou uma quadra antes, pois estava muito cheio. Antes de entrar, tinha um monte de fotógrafos, e todos tirando fotos minhas, do meu look, pedindo pra eu fazer pose, foi engraçado. Perguntavam da onde eu era. Tinha jornalista do mundo inteiro. Entrei tinha um coquetel, assisti o desfile, fiquei perto, tudo fantástico.

De lá fui pro backstage e encontrei o Ryan Burns (garoto propaganda mundial da marca). Eu já tinha visto ele no site e quando dei de cara com ele já pedi uma foto. Ele foi super simpático e perguntei se ele já conhecia o Brasil, ele falou que já conhecia, já tinha vindo pra cá várias vezes e que a namorada dele é daqui.”

Coleções Ermenegildo Zegna e Z Zegna

“A coleção é muito linda, tanto a da Ermenegildo Zegna como a da Z Zegna. Os cortes são impecáveis, os costumes, os acessórios que embelezam a coleção, lenços, óculos, bolsas. Os homens lá usam muito cachecol, bolsa e lenço.

Muitas estampas de riscas de giz, mas com detalhes que eles conseguem inovar em cada coleção. Tudo muito alinhado. Quem usa Ermenegildo Zegna está com o traje perfeito.

Na Z Zegna eles conseguem inovar, entre outras coisas, nas cores. O desfile foi em um museu e começou com detalhes em vermelho, nos forros, partes internas da gola, e ele foi mudando para o caramelo, depois looks inteiramente em vermelho. As modelagens dos coletes são inovadoras, mais longas. O uso do cachecol mais comprido, por baixo do terno.

Legal foi ver que marcas da mesma origem têm conceitos bem trabalhados, unindo tradição e inovação. Elas fazem parte do mesmo conjunto, do homem mais clássico ao homem casual, mais urbano.”

CROQUI

“A minha irmã viu no jornal e me ligou “por que você não faz?” Eu disse vou fazer. Eu sempre participei de concursos, para ter experiências. Eu desenvolvi meu projeto e entreguei. Eu não estava esperando, eu não tinha noção de quantas pessoas se inscreveram. Quando eu recebi mensagem que eu era uma das finalistas, já liguei para minha mãe e pra minha irmã, elas já tinham visto na Internet, foi uma festa. A partir daí começou a correria para desenvolver os uniformes.

O prazo para desenvolver foi curto. A partir do momento que deu certo eu tinha que achar os tecidos, com o material e a cor que eu tinha imaginado. Eu camelei e fui atrás de pessoas para fazer a mão de obra. Eu utilizei duas costureiras para dar tempo.

Concepção

Desde que peguei o edital eu já estava pesquisando sobre o Pátio Batel. Pesquisei no site, fotos, fui até a obra, procurei sobre o conceito, voltado para o meio ambiente, cheio de charme.

Um uniforme tem que ser resistente, confortável e tudo mais. Coletei os materiais em cima do que o Pátio Batel queria.

Diferenciais

Os projetos selecionados eram muito bons. Achei todos bonitos, eu não imaginava que o meu ia ganhar. Todo mundo fez coisas bem usáveis, legais.

Acho a cores que escolhi caracterizam bem a marca do Pátio Batel e tentei inovar, mas não deixar fora do padrão de uniforme. Claro, como vai ser usado todo dia, não pode se uma coisa enjoativa.

Ao mesmo tempo que o meu projeto ficou elegante, a modelagem inovadora uniu-se ao conceito do Pátio Batel. Visualmente ele é bem organizado.”

Experiência de ter seu projeto escolhido

“Eu estou muito feliz com a oportunidade, achei bem interessante a ideia do Pátio Batel em promover esse concurso. Uniu a moda com vanguarda! Fiquei contente de ter participado e mais ainda de ter ganhado. Foi uma experiência única. Gostei muito do projeto e fiquei feliz que entenderam o que eu concebi. É uma alegria participar de um empreendimento que acredito que vai mudar a cara de Curitiba.”

 

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